Água para geração de Energia

20 de março de 2015

Águas para que te quero

É quase inadmissível pensar que um dia ela pode acabar. Coloque 18 zeros depois de 1.260 e tente falar esse número: é a quantidade estimada de água no planeta, que tem 70% da superfície cobertos por ela. O mais incrível é que, não só ela pode acabar se não houver economia, como apenas 2% de toda essa água é potável. Mas ninguém atenta para isso quando abre a torneira e ela simplesmente aparece – pelo menos para os 85% da população que têm água encanada no Brasil. Sim, porque segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE em 2014, 25% dos brasileiros não dispõem ainda desse “privilégio”. É toda essa água, no entanto, que faz o país rodar, através das hidrelétricas. Sim, porque 90% da energia elétrica do país é produzida por elas, que começaram a ganhar destaque na economia brasileira a partir da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Infográfico sobre a água


Brasil é terceira maior potência hidráulica do mundo

Terceira maior potência hidráulica do mundo, segue um dado interessante: como o País faz fronteira com o Paraguai, 50% de toda a nossa produção de energia elétrica vai para o país vizinho, que não consegue consumir tudo e vende o excedente para o Brasil, que ainda compra energia elétrica da Argentina. Hoje são dois grandes sistemas estruturais, o Sul-Sudeste-Centro-Oeste, responsável por 70% da produção de energia elétrica, e o Norte-Nordeste, responsável por 25% – e isso apesar de a Itaipu Binacional ser a maior usina hidrelétrica do mundo. O que acontece é que nós só aproveitamos 25% do potencial hidrelétrico, devido à falta de investimentos, a entraves de burocráticos e mesmo questões ambientais, já que a construção de barragens afeta o meio ambiente.

Como a hidrelétrica funciona

As barragens são necessárias para o funcionamento das hidrelétricas porque elas transformam a energia contida na correnteza dos rios transformando-a em energia cinética que vai movimentar as turbinas que, por sua vez, fazem funcionar o gerador de energia elétrica. Normalmente elas são construídas em locais onde há desníveis naturais dos cursos dos rios de forma que tenham uma vazão mínima que garanta a produtividade. As barragens represam a água, armazenando-a para gerar a energia. Quando a comporta de controle é aberta a água passa por um canal ou duto que a faz chegar às turbinas. Estas, geralmente, são feitas por várias lâminas curvas presas a um disco. Quando a água bate nelas elas se movimenta girando em torno de um eixo. Esse modelo é conhecido como “Francis” e é mais comumente encontrado nas hidrelétricas do mundo. Elas giram a 90 rotações por minuto (rpm), fazendo com que os geradores funcionem. Estes, por sua vez, são compostos por uma série de ímãs que produzem corrente elétrica. Um transformador elevador potencializa a tensão da dessa corrente ao nível da corrente que chega às casas através das linhas de transmissão.

Falta de chuvas interfere na produção de energia elétrica

Quando há períodos de seca os rios perdem volume e os reservatórios baixam, diminuindo a força da queda d’água. As turbinas então passam a girar mais lentamente, sem força suficiente para gerar a energia elétrica necessária para suprir a demanda das cidades e regiões que abastece. Apesar de a hidrelétrica ser a fonte mais limpa de energia limpa e renovável, a sua construção é cara e ainda há todo o impacto ambiental causado pelas barragens. Após a crise energética de 2001 o Brasil traçou metas de construção de usinas movidas a gás natural e carvão mineral. A ideia é que após 2025 o país passe por uma década de transição das hidrelétricas para as térmicas de base com combustível de baixo custo.

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