Produtividade no Brasil, como a energia contribui

30 de outubro de 2018

Confira como está a situação atual do país no ranking de produtividade mundial e como melhorar esse contexto.

Apesar de estar entre as grandes potências quando se trata de horas trabalhadas, no ranking que mensura a produtividade, o Brasil ocupa a última posição. Isso prova que é preciso mais do que manter os empregados ocupados para trilhar no caminho certo.

Segundo especialistas do segmento, dentre as principais causas dessa situação estão a falta de qualificação e a precariedade dos investimentos em inovação. Além de serem também os principais obstáculos para melhorias futuras.

Inovação no Brasil

Falando sobre inovação, os dados são preocupantes. Enquanto Países como Israel, Finlândia e Coreia do Sul investem uma grande parcela do PIB em educação, o Brasil nada a braçadas em sentido contrário.

Segundo dados do último ano, a nação verde amarela ocupa a 69ª posição no Índice Global de Inovação, atrás até mesmo de países como Kwait, cuja população não chega a um terço do total de moradores só do Estado de São Paulo.

Enquanto outros países se tornam mais conscientes quanto a importância das áreas de pesquisa e desenvolvimento, o Brasil tem discutido o corte de verba para a área, o que nos coloca em real desvantagem nesse quesito.

Apesar de tudo isso, é preciso ser otimista, assim como a CNI (Confederação Nacional da Indústria) tem sido. Segundo dados do órgão, a produtividade tem aumentado sim. O Brasil subiu 8% em questão de produtividade por capital humano. De forma bem tímida, é verdade, especialmente se comparado, por exemplo, à Coreia do Sul, que elevou 118,4% no gráfico de produção industrial.

Papel da energia elétrica neste cenário

Diante de tantos desafios, é preciso que as indústrias invistam pesado em estrutura. Afinal, se uma das metas é a melhoria da produtividade no Brasil, as condições para que isso aconteça devem estar favoráveis.

A energia elétrica é um dos principais pré-requisitos para o bom funcionamento de todo o setor. Tão importante quanto as pessoas capacitadas para colocar a mão na massa e fazer o trabalho, pois, sem a energia, toda a cadeia produtiva acaba comprometida.

O que é o mapa estratégico da indústria 2018-2022

Em busca de evoluir e elevar os números brasileiros frente a esse problema de produtividade, a CNI juntamente, com grandes líderes empresariais, desenvolveram o mapa estratégico da indústria, que consiste num conjunto de diretrizes para melhorias no setor.

O papel do mapa é dar foco e direção à indústria, por isso, o documento aborda uma série de pontos, chamados fatores-chave, e guia os profissionais da indústria rumo a evolução de todos esses pontos, dentre eles, produtividade e inovação.

Segundo o mapa, as empresas ocupam papel de destaque no aumento de competitividade do país. E a participação do governo nisso é a de oferecer condições adequadas, que favoreçam o mercado e facilitem o caminho rumo ao crescimento.

Ainda, no mapa consta como responsabilidade das empresas o lançamento de produtos melhores, novos modelos de negócio, evolução de processos e o cultivo de uma gestão participativa e motivadora.

Evolução do setor industrial na história

Quando o assunto é produtividade, se faz necessário dar um passo atrás para acompanhar essas mudanças também por meio de um viés histórico. Desde a segunda metade do século XVIII é crescente a busca pelo avanço e modernização dos processos de produção.

No século XVIII, na Inglaterra, a automação industrial ganhou força total. Os métodos de produção artesanais, feitos um a um por uma única pessoa, do começo ao fim, começaram a dar espaço aos dispositivos automáticos que, aos poucos, dominaram a indústria.

O aumento exponencial da demanda industrial transformou, de forma irreversível, a forma de produzir. Na época, o processo que antes era manual, deu espaço a precisão e velocidade das máquinas.

A energia e força manual advinda das pessoas foi substituída pelo vapor, o que também marcou uma grande mudança na linha do tempo do setor industrial. Energia esta que só foi trocada em 1870, com a ascensão da energia elétrica.

Um pouco mais adiante, no século XX, um outro grande marco foi cravado na história, quando os computadores passaram a ser utilizados na linha de produção. Já nos dias de hoje, eles são a principal base de qualquer empresa.

Apesar de, na europa, as coisas terem avançado rapidamente, no Brasil a indústria só passou a dar passos maiores em 1985, pela chamada 3ª Revolução Industrial. A entrada de máquinas e tecnologia na produção fabril melhorou, e muito, a produtividade no Brasil.

Automação industrial

Voltando para os dias de hoje, a automação industrial é uma das grandes responsáveis pelo crescimento e aumento de produtividade da indústria no mundo inteiro.

Conceitualmente falando, a automação industrial permite que a indústria funcione de forma mais autônoma, sem a total dependência de força ou inteligência humana. Tudo acontece por meio de softwares, sensores, medidores e demais tecnologias de controle.

Dentre as vantagens estão o aumento de produtividade, segurança, condições de expansão e redução de custos com mão de obra.

Para se ter ideia da importância da automação, estimativas da Markets and Markets estimam que o setor terá valor de 17,51 bilhões de dólares até 2022.

Indústria 4.0

Um termo criado em 2012, e que pode ser interpretado como a evolução da automação industrial, tem sido bastante mencionado por aí. Indústria 4.0 ou, como também é chamado, a quarta revolução industrial, marca o início de uma grande era.

Em termos gerais, indústria 4.0 representa uma quarta grande evolução na forma como a indústria funciona. A primeira revolução marca o início do uso da energia a vapor e a criação do tear mecânico, em 1780.

Já a segunda grande revolução da indústria abrange a introdução da energia elétrica e dos combustíveis derivados do petróleo, em 1870. A terceira grande revolução da indústria aconteceu com o uso dos computadores e robóticos, em 1970.

Nos dias de hoje a coisa toda vai muito mais além. Mais do que mecanismos que tornam possível programar determinadas funções a máquinas, é possível que as máquinas tomem suas próprias decisões a partir da análise de dados e inteligência artificial.

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